segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Poema - "Meu Reino"

fica a menssagem...


Meu Reino

O reino dos céus um dia
Pretendo alcaçar
O reino onde lágrimas transbordam em felicidade
Onde desejos são ordens
E sonhos são realidade


O reino onde pobres e ricos
Sorriem da mesma forma
O reino onde todos
Podem se amar livremente
Sem medo do inicio e sem a dor do fim

O reino onde um sorriso
Pode comprar o mundo
Onde armas atiram folhas
E facas só cortam os ventos
O reino onde tudo é regido
Pelas leis do Amor

É para lá que irei carregar-te
Leve anos, décadas ou séculos...
O tempo que for preciso
Mas é lá que irei viver contigo
O resto de minha eternidade

Passarei por núvens e montanhas
Enfrentarei tempestades torrenciais
E nevascas infernais
Carregando-te em meus ombros
Mas sei, com certeza
Que cada gota de sangue derramada
Que toda a dor e sofrimento
Desta viajem infinita
Irão valer a pena
Quando poderei estar contigo
No reino do Amor
By.: Rafael Franzon Benz

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Poema - "De Amor Quero Morrer"

De Amor Quero Morrer

Do alto dos prédios
Posso ver dezenas de pessoas
Vagando pelas calçadas da cidade
Me pergunto:
Quem será que elas Amam?
E onde estarão os motivos de suas paixões?

Vejo as gotas do orvalho caindo
Sobre o chão já molhado,
Encoberto pelas lágrimas da dor...

Penso se alguém já fez sobre mim
A mesma pergunta que faço
Sobre os corações da humanidade.

Somos vítimas do Amor,
Sou vítima do Amor.
Sei que nasci do Amor
E que vivo porque há em mim
Essa energia incompreensível
Capaz de me derrubar
E me reerguer
Capaz de criar nos corações mais miseráveis
Uma luz de esperança e felicidade.
Sei que nasci do Amor
E é de Amor que quero morrer!
By.: Rafael Franzon Benz

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Poema - "Peça Coração"

Peça Coração

Há dentro de todo homem
Uma peça fundamental
Capaz de transformar qualquer pessoa
Capaz de incurtar distancias
e de causar sorrisos
Há dentro de todo homem
Até dos mais inabaláveis
Um fragio corações
Que as vezes se faz intocável
Mas nunca realmente é

Não há no mundo dos homens
Quem nunca tenha amado
Pois é da natureza humana amar
Há apenas os que negam o amor
Os Tolos

O amor as vezes causa guerras
Mas também as termina
O amor destrói vidas
Para depois recria-las

Milhares de pessoas morrem de amor
Outros milhões sofrem por sua causa
Milhares também nascem
E outros milhões vivem
De amor...
By.: Rafael Franzon Benz

terça-feira, 30 de junho de 2009

Poema - "Flores da Ditadura"

Flores da Ditadura


Quando te conheci,
Vi um brilho em teus olhos
Um brilho lindo, especial
Ficava lembrando do teu cheiro...
Do teu lindo e delicado rosto
Da tua pele de criança

Escolhi viver uma história
Traçar um caminho único
Escrever páginas da minha vida
Que tivessem a sua letra e o seu perfume

Construí uma residência de pensamentos e esperanças
Onde pudéssemos morar...
Cavei túneis, derrubei montanhas, edifiquei sonhos...
Criei um milhão de momentos perfeitos irreais

Tudo por um amor,
Por um amor que acreditei
Que parecia mais belo que uma simples rosa
E mais complexo que o universo
Que recebeu promessas de eternidade e felicidade...

Um amor reprimido pela ditadura,
Castrado pela injustiça e idiotice
Esquartejado pela vida, até que do seu corpo
Escorresse o último suspiro desesperado de socorro
Um amor que morreu aos olhos de seu idealizador
E que só foi reconhecido no momento de seu leito...
By.: Rafael Franzon Benz

sábado, 9 de maio de 2009

Poema - "Estrelas do amor"


Estrelas do Amor



As estrelas no céu...
Posso ver cada uma delas,
Posso sentir sua luz irradiando a noite,
Sei que existem, sim
Mas não posso saber onde estão...

É tudo como o teu amor
Tão forte
Que posso senti-lo queimar minhas víceras
De longe
Cujo brilho ilumina as madrugadas sombrias
Transforma os campos do cerrado
Em florestas encantadas
Faz do cinza colorido

É um amor tão forte
Que quanto mais forte parece ser
Mais longe parece estar
Como as estrelas no céu...
By.: Rafael Franzon Benz

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Poema - "Perguntas"

Perguntas

Tantos corações que vi
Se perderem por ai
Serem dominados e esquecidos
Tantos "eu te amo" eternos
Que observei serem diluídos
Em lágrimas de mágoas
Quantos lagos pelo mundo
Já vi deixarem de existir...
Quantas mentes humanas
Não já deixaram de perdoar...


Talvez já tenha vivido demais
Coisas inúmeras que vi
Que ouvi e que li, não importa
Coisas que me deixaram incógnitas
Questionamentos da vida
Perguntas eternas e sem respostas...

By.: Rafael Franzon Benz

sábado, 27 de setembro de 2008

Poema - "Madrugada"

Madrugadas

São tantas

Que já se tornaram incontáveis

As vezes que passo sentado

À noite, à luz da lua

Observando-a cautelosamente

Calculando cada milímetro sombrio

Do seu movimento mórbido


Tantas madrugadas passadas

Sobre uma velha cadeira

Apreciando as flores encolhidas

Cuidando dos galhos secos

Tentando ouvir o cantarolar

Dos pássaros dorminhocos

Sentindo a vida

Das folhagens caídas no chão

E cobertas pelas gotas do orvalho


Nenhuma voz pode ser ouvida

Nem sequer uma sombra humana

Pode ser vista nas esquinas

Finalmente, paz!

Nenhum sinal do homem...

By.: Rafael Franzon Benz


sábado, 16 de agosto de 2008

Poema - "Vozes do Coração"

Sem muitas palavras, apenas o poema...


Vozes do coração

Onde quer que eu possa estar

Posso ouvir na minha mente vazia

Os ecos da sua linda voz

Posso ver através dos meus olhos

Como se neles estivesse pintado

O brilho do seu cabelo

A luz do seu olhar

Posso sentir o doce sabor

Dos seus delicados lábios

Tocando levemente os meus

E eu posso sentir no peito

O renascer de um pobre coração

Quando vejo, mesmo que ao longe

O motivo da minha paixão

By.: Rafael Franzon Benz

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Poema - "Jardim do Coração"

Mais um meu, produzido hoje mesmo (30/07/08) ao som de "Wonderful Tonight".
Boa letra que tem a musica por sinal...
Ai vai o poema:

Jardim do coração

Tantos jardins no mundo

Repletos de belas rosas

Cheios de uma doçura incrível

Povoados de uma paz

Tão aspirada por este planeta morto

Muros cinzas coloridos por um brilho

Que só tem as violetas

Muros ocultos pela beleza

Que só tem a natureza


Tantos momentos juntos

Repletos desse lindo amor

Que quer na distancia que esteja

Existirá sempre

E com o mesmo ardor

De tantos corações perdidos

Cimentados pela sociedade

Há nos nossos uma linda flor

By.: Rafael Franzon Benz

sábado, 21 de junho de 2008

Poema - "Busca"

Cá estou com mais uma produção minha.
Peço desculpas a todos pelo tempo que passei sem postar nada, diante da aparente irremediável perda de 3 meses de produções... não pretendo que isso se repita.

Busca

Remexi freneticamente todas as minhas gavetas

Inúmeras e incontáveis vezes

Procurei por todos os cantos e esquinas

Vaguei pelos mais diversos lugares

Rodei pelos infinitos universos dos sonhos

Na paz do paraíso, na guerra do inferno

Busquei nos mais vagos corpos

Nas mais vazias almas

No meu oco espírito


Por onde quer que haja um caminho

Que seja passável, eu passei

A verdade é que do meu caminho

Me afastei

Se é lá que algum dia por ele andei

Se é lá que em algum passado

Algum verdadeiro caminho percorri

Mas por fim, o que vim a perceber

É que perdi a felicidade

E de tudo o pior

É não saber onde ela está

E ver que tanta procura

Que tão desenfreada busca

De resultado só trouxe a desilusão...

By.: Rafael Franzon Benz

domingo, 11 de maio de 2008

Poema - "Soneto Errado"

Soneto Errado

Queria ao teu lado viver

As tuas palavras escutar

Em tuas caricias me deleitar

Do ter amor poder beber


Queria mais um minuto

Pra te ver sorrir, pra poder te beijar

Pra cair no leito

Do teu doce olhar


Queria contigo viajar

Para o mais longe infinito

Para um estranho lugar


Ah! Bastaria apenas ao teu lado estar

Para no reino dos céus chegar

Para viver eternamente

Para morrer de te amar

By.: Rafael Franzon Benz

sábado, 3 de maio de 2008

Texto - "Escrever"

Escrever

Na total desertidão e no eterno silencio do meu quarto sombrio, jogado sobre uma velha cadeira e de face branco-pálida e iluminado por raios débeis de luz expedidos por uma lâmpada aleijada, ponho-me em delírio profundo ao som do tic-tac do relógio e da chuva batendo nas folhagens lá de fora e transcrevo em versos e linhas meus dias tortuosos. Das acompanhantes que já tive, lá fico à presença da única que nunca me deixou: a solidão. Passo horas desgraçadas contagiando o papel com minhas ásperas palavras, deixando os registros das interjeições da minha mente, das interrogações do meu espírito e das exclamações da minha alma, assim como das reticências da minha vida.

By.: Rafael Franzon Benz

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Poema - "Desgraça"

Apresento-vos mais um de meus escritos recentes.


Desgraça

Mergulhei em desgraça

Desde que me deixou...

Pus-me a andar

À beira de um poço

Perdi-me da vida

Escondi-me do mundo


Parei de enxergar

Parei de ouvir

De sentir, de tatear

Abandonei as vistas

Enterrei-me ao destino

Cruel


Fui-me mutilando

Destruindo-me vagarosa e sofridamente

Arrancando do meu cadáver

Cada gota de sangue

E dando-me a cada pingo

Mais e culpa, e perguntando

Se mais burro podia ser

E deixando pelo caminho

O rastro do meu amor.

By.: Rafael Franzon Benz

segunda-feira, 24 de março de 2008

Poema - "Vida Eterna?"

Vida eterna?


Um dia me ofereceram

O prazer da vida eterna...

Podia ter dito um sim

Mas disse sim um não


Ao sempre me perguntam

Porque não disse sim

Ao sempre lhes respondo

O sim do porque não:


É que me ofereceram

Milhões de anos à frente

Mas de que adiantaria

Se não poderia ter ardente

O fogo da tua paixão?

Preferi viver bem pouco

Mas ter o teu coração!

By.:Rafael Franzon Benz

quarta-feira, 19 de março de 2008

Textos [2] - Por uma amiga

Eis adiante, dois texto escritos por uma realmente grande amiga minha... Grande pessoa e alguém especial.
Mas deixemos o sermão para depois e vamos aos textos, muito bonitos e profundos por sinal, ou como diria ela, "viajados".
Leiam e tenham um bom momento para refretir e pensar.


Que seja único...
Que tal um momento instântaneo mas permanente? Um que nunca foi planejado ou até imaginado pelos normais. Sejamos nele livre mas acorrentedos um ao outro... sejamos os únicos neste universo inventado, onde o nada existe e o tudo é insignificante...
Vem e compartilha o que achas inexistente comigo... sente o que não sinto e completa-me... façamos surgir o que critícam sobre nós...
Criemos o anormal, o diferente, o exótico... aquilo que todos desconhecem e que receberá destaque dentre tudo que já existiu ou existirá...
By.: Ana Rita
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Mãe da noite
Sempre que olho através da escuridão da minha janela, ali estas.
Dias sorris...
Dias te entristeces...
Dias és o balão de cada criança...
E dias desapareces...
Mesmo assim a tua luz permanece todas as noites, e nós a sentimos como uma mão de paz sobre os nossos sonhos.
Peço-te que nunca deixes esse teu lugar longe de nós mas perto de nossos corações.
By.: Ana Rita

sexta-feira, 14 de março de 2008

Poema - "Entre Versos e Areia

Mais um poema meu, hoje em homenagem ao dia da poesia.
Espero que gostem.
E se puderem comentem ai, eu agradeceria muito.


Entre versos e areia

Escrevo
Sentado
Na cadeira da praia
Iluminado
Ao pouco
Pela luz
Fraca
Da lua
Cheia
Encoberta
Por vezes
Por grandes
Nuvens


Preencho linhas
Em fraco azul
Deixo nelas
Tristes versos
Histórias de amor
Lembranças vazias
Apagadas
Esquecidas...

Para cada onda
Que emerge
Do mar
Grande
E feroz
É um vento
Que bate
Delicado
E faz voar
Do chão
Da praia
Grãos de areia
Gelados
Que vem
Ate minhas letras
E ficam
Pra sempre
Nas entrelinhas
Da vida


Fico
Sentado
Olhando o papel
À beira
Do mar
Vendo minha vida
Entre versos e areia

By.: Rafael Franzon Benz

Poema - "Último Soneto"

Em homenagem ao dia da poesia, ai vai um poema de Alvares de Azevedo


Último soneto

Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!


Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!... Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!


O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.


Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
By.: Alvares de Azevedo

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Poema - "Te Amar"

Eis mais uma de minhas obras...
Por favor, comentem ai.


Te amar

Poderia eu querer

No sol saber chegar


Poderia eu querer

No lua estar a vagar


Poderia eu querer

Em marte poder morar


Mas só quero eu

Na terra poder te amar

By: Rafael Franzon Benz

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Poema - "morrer feliz"


Morrer Feliz

Quando o mundo estiver se acabando

Quando o sol engolir a terra

Quero estar junto a ti

Aproveitando os últimos momentos

Vendo o mais belo por do sol

Em um último suspiro poder dizer

O quanto te amo

O quanto te amei

Em um último e pequeno instante

Eternizar no universo

Um amor infindável

E desaparecer perante ao nosso rei

By: Rafael Franzon Benz

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Poema - "Ciclo"


Ciclo

Quando finalmente

A lua alcançar a terra

Verei muitos chorar

Verei muitos sofrer

Poderei ouvir os gritos

De pessoas desesperadas

Querendo mais um punhado

De poucos e escassos minutos

Vou eu querer ver

Todos correndo depressa

Para em um ato de desespero

Tentar fazer o que não antes fizeram

E vou querer sentir

Os corações de todos os homens

Batendo desesperados por não terem amado

E agora não mais poderem amar


E por mais que eu saiba

Que tudo isso pode ser sim

O começo de uma nova era

Também poderei ver

Não obstante o próximo fim

By: Rafael Franzon Benz